domingo, 16 de maio de 2010

Na hora da dor, a união...

Sempre ouvi dizer que nos momentos de sofrimento e de perda, as pessoas se unem para superar as situações difíceis. Com a morte da minha avó, cheguei a conclusão de que isso é realmente uma verdade.

A minha família de Angra dos Reis (por parte de mãe) é muito grande e foi a que eu mais convivi na infância e parte da adolescência. Nos últimos anos, com a distância muito grande e outros rumos que a vida foi tomando, acabei me afastando um pouco, mas a afinidade sempre foi forte.

Talvez, por ser uma grande família, a união não se fazia muito presente, pois entre os 8 filhos que meus avós geraram, muitos construíram a sua própria família e nem sempre podiam estar junto nas reuniões. Depois da partida da minha avó, no entanto, a união se tornou necessária e todos fazem questão de estar junto do meu avô, que acabou de perder a companheira de 49 anos.

Mesmo com essa triste perda, que mexeu muito com todos os membros da família, um clima diferente brotou. Neste fim de semana, pude perceber que as pessoas estão mais próximas e que meu avô, que sempre foi mais na dele, está fazendo questão da presença de todos e mudou o seu comportamento. Está mais perto dos filhos e netos e mais preocupado com suas vidas.

A lição que tiramos disso tudo é que, infelizmente, às vezes é necessário que alguma situação ruim aconteça para que surjam uma série de coisas boas. Nem sempre temos a noção do quanto a vida é curta e gastamos o nosso tempo precioso brigando e discutindo com pessoas que nos são tão importantes. Sempre achamos que vamos ter outra oportunidade e que teremos outra chance de consertar o que fizemos.

Da última vez que estive em Angra, minha avó me chamou para ir almoçar em sua casa. Como eu não estava me sentindo bem, já que a dengue começava a me atacar, preferi não ir e adiei para a próxima vez que viesse a cidade. Infelizmente, nesta próxima vez não a encontrei mais por aqui e perdi a oportunidade de vê-la pela última vez.

Não me culpo por isso, porque é claro que, se eu soubesse que tudo isso iria acontecer, eu teria ido ficar um pouco com ela. Mas, na mania de sempre deixar para depois, deixei para mais tarde a última chance de ver uma pessoa tão querida.

É assim que as coisas acontecem. Mas me sinto muito feliz por ver que a minha família está se unindo com toda essa situação e que as pessoas estão bem, apesar de tudo. Este foi um final de semana muito agradável e feliz, apesar da ausência dela ter sido notada em cada canto daquela casa, que ela tanto amava.

Acho que está para vir uma nova fase. E muito mais agradável!

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