Hoje, dia 26 de dezembro, foi o meu primeiro dia morando sozinha. As coisas aconteceram tão rápido que ainda não me acostumei totalmente com a idéia. Acho que a ficha ainda não caiu.
Tudo começou há pouco mais de um mês, no início de novembro, quando fui passar um final de semana em Lumiar. Conversando com minha mãe, fui informada de que ela e meu pai estavam “pensando” em se mudar para Angra dos Reis. No entanto, o que parecia ser apenas uma intenção já estava mais do que decidido e, a princípio, eu ia pedir demissão do jornal que trabalho para embarcar em mais uma das mudanças realizadas por meus pais. Em 24 anos de existência, esta já é a terceira mudança de cidade. Fora as que aconteceram dentro de cada uma delas. No final, já nem sei mais de onde eu sou. Só sei que nasci em Angra dos Reis, para onde eles estão voltando agora, finalmente.
Mas, enfim, desde pequena, meu sonho era morar na minha terra natal. Porém confesso que fiquei bem preocupada com relação a minha vida profissional, já que lá não me oferece tantas oportunidades. Por outro lado, ficar longe da minha família estava fora de cogitação, até o dia em que fui chamada para fazer uma entrevista com uma das minhas fontes do poder público macaense.
Neste dia, recebi uma proposta de emprego que me permitiria continuar no jornal e, com os dois salários, conseguiria me manter em Macaé. Gostei muito da oferta e logo aceitei, é claro! Aí foram necessárias algumas conversas com meu chefe no jornal, para que ele aceitasse. Caso isso não fosse possível, o jeito seria pegar minhas coisas, pedir demissão e partir para Angra dos Reis, onde não teria nada a perder.
Mas nada disso foi preciso e as coisas se ajeitaram da melhor forma possível. Consegui alugar um bom apartamento e me mudei no início deste mês para o meu novo endereço. Minha mãe ficou aqui comigo até o Natal. Eu fui com ela para Angra e voltei ontem para dar início a minha independência em Macaé. O bom de tudo isso é saber que, caso não dê certo, eu tenho para onde voltar...
Desde pequena eu dizia que ia morar sozinha quando crescesse. Eis que o desejo virou realidade. Pois é! Deus, como sempre, fez com que tudo se encaminhasse da melhor maneira possível e essa experiência será muito boa para o meu amadurecimento e crescimento como pessoa. Só tenho a agradecer realmente, pois tudo tem dado certo na minha vida profissional nos últimos tempos e espero que continue assim.
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