Os últimos dias tem sido bem corridos e cansativos, mais do que sempre foram, já que trabalho em um jornal diário. A Edição 7000 nos trouxe um grande desgaste e, por fim, acho que todos estavam no último nível de estresse que podiam suportar.
É, ser jornalista não é fácil, ao contrário do que muitos pensam. Ainda mais de um jornal diário, que exige criatividade todos os dias para criar pautas, quando elas não chegam prontas e isso me deixa bem nervosa. Quando não tenho matérias agendadas para fazer em um determinado dia, fico como uma louca sem saber o que fazer. O pior é que tenho que entregar pelo menos três matérias por dia!
Esta semana também será de correria total, porque temos um feriado na sexta-feira e isso significa que temos de deixar várias matérias para fechar os jornais do final de semana (isso se não quisermos trabalhar). Mesmo com as chateações, os aborrecimentos, entre outras aporrinhações diárias, eu gosto muito do que faço e das pessoas que entrevisto. É muito bom sair para a rua e apurar cada dia uma matéria diferente, com pessoas diferentes.
O estressante mesmo é ficar dentro da redação. Conviver com as pessoas é um exercício bem difícil, que tento superar todos os dias. Sei que sou uma pessoa chata às vezes, mas acho que ainda tem pessoas piores, e fico impressionada quando as encontro. Porém vamos aprendendo a cada dia, porque a vida é isso aí mesmo, um aprendizado diário e constante.
Mesmo sabendo disso, tem dias que tenho vontade de sair correndo e não voltar mais. Largar tudo de lado, mandar todas as pessoas cuidarem de suas próprias vidas e esquecerem um pouco da minha. Mas tá bom. No final a gente só troca de lugar e os problemas continuam os mesmos. Por isso o jeito é mesmo continuar onde estou. Quer dizer, por enquanto, até porque talvez não continue em Macaé no próximo ano. Mas este é assunto para um próximo desabafo!
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